sexta-feira, 20 de junho de 2014

A state of being



We have some patterns,
Conditionings,
That we are used to be.
That we think we are.
And that details are part of us.
They are what we are.
What we think we are.
What is created,
Attached.
Everything that we think we are,
Is part of us in the present moment.
Only now.
Unchangeable,
During that moment.
We always think we are something.
We create a model of the truth,And we live that.
As it is the only truth.
The only one that exists,
In our own World.
Even Yoga is making part of our beliefs,
As the only truth.
And sometimes we get confused,
Because the beliefs changes,
As the thoughts.
But yoga is always the same.
Yoga is sameness.
Yoga is a path that shows us who we are.
It cleans the way,
Clear the mind,
But not alone.
Everything has to be with your approach,
With your will.
Is not only discipline or practice,
Is self-observation.
What you are doing.
Change what you think you are.
Change the thoughts that you think you are.
Clear the way.
When your body changes,
Your mind changes.
Why?
To show: You are not that.
Not the body,
Not the change,
Even the thoughts.
Realize who you are.
Clearing the conditions,
That are not yours.
Are just ideas,
Concepts,
Patterns,
Repetition of beliefs.



quarta-feira, 19 de março de 2014

Em que nos transformamos



Um dia sonhei em viajar
Sair para caminhar
Entrar em uma caverna
E nunca mais voltar.
Sonhei em ser algo diferente
Que não tivesse uma forma exata.
Fazer algo que fosse impermanente
Totalmente o contrário
Do que querem da gente.
Queria que meus sonhos trouxessem liberdade
A voz da felicidade
Mesmo que durasse um instante
Sendo parte da eternidade.
Sonhava ser grande
Por dentro.
Sonhava ser importante
Ter conhecimento.
Sonhava ir longe
Para dentro.
Sonhava que a vida poderia ser simples
Se viver de verdade.
Sonhava também que nenhum sonho se tornasse realidade
Onde nada existe.
Para poder criar o absurdo.
A loucura
Que existe só na mente
Daquele que vive o presente.
O unico momento que existe
Que pode transformar o que é.
Que nunca deixa de ser
E que não pode ser visto.
Entregue ao abismo
Ao inconstante destino.
A incerteza do saber futuro
A memória de um passado sem dono.
A sabedoria de enfrentar a criação.
Viver na suposição
De que a vida é um sonho sem sentido
Que nos dá o poder da transformação
E também a arma da destruição.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Para cada caminho tem um passo


Às vezes a vida te dá algo grande
Mas tira algo maior
Momentos de decisão
Que trazem sempre mudança
Não há outra opção
Senão mudar
Dar um passo adiante
A direita
Ou esquerda
Que pode ser certeiro
Ou em falso
Que te leva ao novo
Ou a escuridão
Que te traz desafios pela dificuldade
Ou a ilusão do caminho facil e cômodo
Será sempre assim
Um teste
Uma prova
Uma lição
O momento que muda toda a direção
Do passo de suas próprias decisões
Que mostram quem você é
O que você quer
E para onde você vai.

sábado, 11 de maio de 2013

Ser sem formas





Catálogo de descrição de um produto.
É colocar o que contém de acordo com um conceito.
Uma maneira de mostrar à mente o que é aquilo.
Dar uma forma ao que se vê.
Um nome à matéria.
E assim está definido o mundo que vemos.
Seres humanos com formas.
Nomes de instituições, formações e intelectualizados.
Todos apegados ao produto que é visto.
Ao corpo que executa as ações de acordo com a mente.
Do que sou feito?
Como estou constituído?
Sou diferente.
Faço parte de um grupo, um sistema, estou de acordo.
Definir é catalogar.
É limitar-se a um sistema de regras e mentes.
É colocar-se de acordo a algo para sentir-se seguro, e não estar sozinho.
É distanciar-se da solidão, a unica maneira de estar perto de si mesmo.
Yoga é liberdade, libertação, unir-se a si mesmo na solidão.
Unir-se a si mesmo e se dar conta que não está só.
Que tudo faz parte do mesmo e que nada está separado.
Que não existe certo e errado, nem o adequado.
Tudo é parte de uma percepção mental, definida por um grupo de pessoas que creem ser seres individuais, gerando um ciclo de ignorância que só cria separação.
Sou advogada. Sou ashtangui. Sou yoguini. Sou surfista. Sou casada. Sou bonita. Sou brasileira. Sou magra. Sou vegetariana, vegana. Eu sou….
Não sou nada disso.
Quanto mais creio que sou algo, mais me distancio do ser verdadeiro.
Loucuras da mente…
Ser sem formas e sem catálogo.
Sem diferenciação e sem ilusão.
Yoga é o caminho que me mostra o que não sou.



O real do irreal


OM namah
                             
                                   Arunachala

Shiva

Separar o que é real, do irreal.
É identificar aquilo que passa e olhar para aquilo que está.
O que fica e nunca vai, é.
O que vem e vai, não é.
Identificar é observar, estar atento para saber, ser sagaz no momento de perder.
Saber ir e retornar.
Olhar para o instável e reconhecer que não é.
O pensamento,
O sentimento,
O momento,
Faz parte do irreal.
Querer não é nada mais que fazer parte de um estado mental que não existe.
É irreal.
Sentir não é nada mais que se apegar a um estado mental momentâneo.
A dor, passa.
A raiva, passa.
A paixão, passa.
A emoção, passa.
É irreal.
Os pensamentos se formam pelo irreal.
O apego se dá pela lembrança do que nunca foi real.
Os vícios existem se há apego.
E só através da identificação do que é irreal que um pode se tornar livre do sofrimento e apegos.
Já que só o que é real existe.
E fica.
Tudo faz parte de um jogo mental, onde um desafia a vida, brinca com a morte.
Sofre buscando a felicidade no passageiro.
E esquece de viver o estar agora, com a ânsia de querer ser o irreal.
Não há nada mais real que o agora.
A verdade está em viver a verdade.
Só existe uma verdade real.
Ser a vida agora.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

211212

Uma tarde em Estocolmo que acabou...


Qual dos mundos acabarão amanhã?

Tantas teorias,
Muitos pontos de vista,
Tanta astrologia,
Infinitas possibilidades.

O que queremos acreditar?
Qual realidade fazemos parte?
O que vai mudar?
Qual de todas as realidades?
Infinitas as possibilidades.

De mudança,
De caminhos,
De oportunidades,
Criatividade.
Criação.
Criar.
Origem.
Renasceu...
De onde veio.
Natureza.
Início.
Core.
Self.
Infinitas possibilidades de permanecer.

O que é criado.
É unico.
É seu.
É de todos.
E não pode ser mudado.
Já que tem a mesma raiz do que foi originado.
E já foi encontrado.
Está por todos os lados.
Dentro,
Fora,
Ao redor,
Invisível,
Visível.
Quem vê?
Aquele que não é visto.
Que cria.
Infinitas possibilidades de olhar.

Para ver,
Não basta crer.
Deve Ser.
O que nunca vai desaparecer.
A imutável natureza do Ser.

Happy New Now... Now.

e duplicou em cores.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Valor significa coragem



Posicionar-se na vida é ter princípios. Valores Éticos.
Algo que é muito citado e pouco valorado.
Parece que já caiu em desuso.
Foi deixado de lado por valores que não são valores.
Motivos pequenos e egoístas, que hoje são chamados de status.
Fama.
Poder.
Glória.
Níveis criados de acordo com o medo.
Colocações que o ser humano constrói na mente para se apegar em algo.
Por medo.
Já que não há sabedoria, há criação mental de que algo inexistente tem que ser valorado.
Por medo.
As diferenças sociais são projeções mentais devidas ao não enquadramento.
Quem cria?
Quem enquadra?
Quem separa?
O medo.
Se não há ferramentas que vão além de um corpo forte, como se proteger da mente?
Criando verdades insustentáveis, que de tempos em tempos se tornam outras verdades. E outras...
O que não se sustenta não tem base firme. E cai. 
E dá medo.
É derrubado pelos acontecimentos sábios da vida que fala por si mesma.
Abraçado pelo destino, aquele que tem medo e não tem verdades fortes, que se sustentam no passageiro, no ego, no inseguro...cai.
Não há como se segurar e ficar estável, se o chão não é firme.
Se Um não está atento, não precisa de um vendaval para derrubar a casa.
Só o momento exato.
De cair no teste.
Derrubar os pilares frágeis.
E não passar na prova.
O que é oportuno não dura.
Momentos passageiros.
Comodismo.
Fragilidade.
Insegurança.
A unica maneira de não entrar nesse lugar é ser firme.
De princípios.
De valores.
De educação.
De renuncia.
Já que não comparto daquilo que não faço parte.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Não há outra maneira, senão só



Estou vivendo para ser o que sou, o que aprendi, como cresci.
Com princípios, valores, modo de agir.
Para mim, algumas coisas são importantes.
Outras nem um pouco.
Para outros, outras coisas são importantes.
Outras, nem sequer.
E tudo bem. Dá no mesmo.
Não mudo porque todo mundo muda.
Não julgo porque todo mundo julga.
Não faço porque todo mundo faz.
Na minha concepção nunca existiu moda, status, gerações.
Tudo faz parte de um ciclo, criado pelo mesmo ser humano, que criou o que hoje virou passado.
O que não me pertence não é do meu interesse.
Não desejo o que o outro tem (ou pensa que tem) porque eu não tenho.
Nada me pertence.
E o que faz parte de minha vida hoje, é o que tem que ser.
Nunca desejei conquistar.
Não por falta de amor ou tesão, pois sim vivo com muita emoção.
Não tenho tempo ou espaço para imaginar o inimaginável.
Gosto de levar a mente ao absurdo.
Rir do futuro.
Sonhar no escuro.
Tudo que tem acontecido é fruto de algo que não tenho o controle.
Não sou eu que mando.
Só obedeço os empurrões ao infinito.
Entro correndo no abismo.
Me jogo de cabeça ao horizonte.
Que nunca é escuro.
Nem desviado.
É reto.
Fato.
Concreto.
Claro.
Mais do que uma história, ou um conto...
É um faz de contas sem final.
Que lida com a vida da melhor maneira.
Criativa, intuitiva, sábia, conhecedora.
Infinitos são os adjetivos da vida...
Quanto mais a vivo, mais a amo, mais descubro, mais entrego.
Mais agradeço.

sábado, 29 de setembro de 2012

El acto, el nombre y la forma




No hay nada que perder
No hay nada que ganar
No hay nada que guardar
Be as you are

Birth-day?



"You who wish to celebrate the birthday, seek first whence was your birth. One’s true birthday is when one enters that which transcends birth and death - the Eternal Being.

At least on one’s birthday one should mourn one’s entry into this world (samsara). To glory in it and celebrate it is like delighting in and decorating a corpse. To seek one’s self and merge in the Self – that is wisdom.

Jean Dunn explains about this thought of Ramana Maharishi in Ramana Smrti – Sri Ramana Maharshi Birth Centenary Offering (1980)

What was he teaching us by this verse? What does it mean, “Seek first whence was your birth”? Aren’t we all aware of who our parents are and the date of our birth? Yes, but that is the date of the birth of a body and the parents are the bodies from which this body is born. Are we the body? If so we will surely die.

What did Bhagavan do when, as a youngster of sixteen, he was faced with the overwhelming certainty of immediate death? By a deep enquiry he discovered that he was not the body, that he was never born and would never die. That was his true birthday, when he “entered that which transcends birth and death – the Eternal Being”.

“To seek one’s self and merge in the Self, that is Wisdom”. How to seek one’s self? Bhagavan has told us repeatedly to enquire, in every situation, whatever happens, “to whom is this happening?” “Who am I?”, to keep our attention focused on this “I”. Gradually our mind will lose interest in the magic show of the world and our own self will grow stronger.

We have so many concepts about everything – our self, the world, God, and even the Absolute. These concepts we have gathered from others and made our own, thereby imprisoning ourselves. No one else binds us, we bind our self with bonds of illusion. The mind tends to be satisfied with words. If we can name a thing, we think we know it; we fail to seek the meaning of words.

Bhagavan was uncompromising in his insistence that we need only remove illusion; no effort is needed for realization because it is already there. By persistent enquiry, ignorance will vanish. This is wisdom".

Ramana.

sábado, 22 de setembro de 2012

Cheguei nos 32

keep walking ...

São tantos os momentos, as fases, os processos durante a vida... Infinitos.
Que não dá nem para comparar como eu pensava e agia ha anos atrás.
Quem era aquela pessoa que falava daquele jeito?
Que corpo era aquele?
O que aquela mente gostava e odiava?
O que significava a dor?
Quem sentia o amor?
E como oscilavam os momentos de felicidade...
Tantas e tantas histórias, que hoje nem fazem parte da memória.
A cada presente que vivo, já nem lembro do passado.
Deixa de existir.
Não porque quero esquecer.
Mas assim é, vivendo intensamente o que me toca, não tenho tempo a perder.
Já que nada se perde e nada se ganha.
Tudo é exatamente da maneira que tem que ser.
Perfeitamente se encaixa.
Lindamente flui.
Despreocupada vivo.
Não há a intenção...
Em construir um futuro,
Em mudar o passado.
Não há idade,
Tempo,
Limites.

sábado, 1 de setembro de 2012

Welcome to Stockholm


Sweden from the sky

Chegar aquí e ser abraçado com a mesma energia que vivemos é comprovar, mais uma vez, que está tudo escrito. Perfeito. Tudo se encaixa.
A atitude que tomamos diante de qualquer problema, soluciona o inesperado com muita lucidez. Que tira tudo que não faz parte do caminho, e te direciona com foco, e fé, para o sentido do coração.
Quando um é escolhido para cumplir o seu dever, não pode hesitar nem sentir medo.
Não há tempo a perder.
Não pode ser um LOSER para sempre.
Ser verdadeiro. Sincero.
Louco. Feliz.
Forte.
A força que vem do que é além da mente. Que não vem somente dos músculos.
Aparece no momento indicado, para agir perante a vida.
É muito difícil de explicar.
Somente se aprende, e acerta, fazendo.
Errando.
Agindo.
Repetindo.
Nada se perde.
Nada se ganha.
Tudo é.

Namah Shivaya.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Tudo é uma coisa só



Alma, Mente ou Ego
São meras palavras.
Não há entidades assim.
Consciência é a unica verdade.

Sri Ramana

Além da dor



Qualquer dor pode ser transformada.
Já que o sofrimento é uma função da mente.
Nada nesse mundo é permanente, além da alma.
E a morte só nos dá a união com o presente.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Vidya ... Avidya



Um dia,
Eu deixei de acreditar na vida
Deixei de acreditar em deus
Deixei de acreditar no amor
Deixei de acreditar na morte
Deixei de acreditar na dor.
Um dia,
Deixei de viver uma vida
Que havia criado
Cheia de ilusões.
E passei a viver num caminho paralelo
Do seguido por milhões.
Sem saber onde me encontro
Nem estar no meio de todos.
Me afasto de tudo
Que não segue o mesmo ponto.
E olho de longe
A realidade dentro da realidade
A felicidade que cria a infelicidade
A particularidade dentro de cada história
A experiência contida na plenitude.
A graça da eternidade que faz parte da matéria limitada
A brincadeira da ilusão contida na liberdade.
Ser quem sou, e o que sou,
Enloquecendo a mente.
E vivendo.
De coração.

Um infinito de possibilidades


Choro pela vida.
Por poder viver.
E deixar escutar.
Que não há deixar.
Já que o que é imutável,
Sempre está.
Presente.
E inseparável.
O que muda no corpo,
É um infinito de possibilidades.
Baseado em tudo que um vive.
Na maneira como um age.
Do pensar que um repete.
Dos samskaras mais ocultos.
Que saem em milhares de formas,
Dependendo da abertura.
Ou proteção.
Crer que a morte não existe é um passo do infinito viver.
E a unica maneira de mudar o padrão,
É estar consciente da própria ação.
Sem julgamento ou medo.
Sem dó, nem perdão.
Nunca deixar passar um instante como perdido.
Nem dar atenção à constante ilusão.

O que acontece passa



O que aconteceu hoje?
Como falar sobre a experiência sem que a emoção interfira?
Momentos de escuridão.
Iluminados com a sabedoria do deixar-se ver.
Vem a confusão
Vem a ira
Vem o tremor
Vem a ilusão
Praticar todos os dias é observar que o que acontece hoje é um processo da mente.
Em que ela diz,
Cria,
Limita.
Só que Um, observando tudo isso,
Vai e grita!
Faz o que tem que ser feito.
Respira mais alto que a loucura dos pensamentos.
Se entrega com toda força do mundo.
Entra e sai rápido.
Com fé de que esse é o caminho.
Sozinho.
Com o companheiro na solidão.
O amor de minha morte.
Agradecemos pela sorte.
De coração.
Que não há nada que nos detenha.
Nem ninguém que nos afaste.
Do amor e da eternidade.
Da entrega e da verdade.