Às vezes me canso de ser eu mesma.
Quero olhar para mim e dizer que sou outra pessoa.
Às vezes me dá preguiça de ser eu mesma.
Quero me espreguiçar e sair correndo de dentro de mim.
Mas quem disse que não posso ser outra pessoa?
Desde que me conheço como um ser pensante, fecho os olhos e crio histórias.
Posso ser protagonista, coadjuvante, figurante, observadora...
Não importa o papel que tenho nessas histórias.
O que importa é vive-las dentro de mim.
Muitas das histórias que criei se tornaram realidade.
Complexo falar em Realidade...
Mas falando dessa verdade que vejo com os olhos, muitas delas vivi.
E ainda vivo.
Quando me canso, fecho os olhos.
Me volto para dentro.
E retorno a minha casa.
Concluo que não tem como fugir.
Nem escapar da canseira dessa vida mundana.
Vive-la em paz é mesmo um desafio.
Mesmo quando faço o que amo, o que criei, o que sonhei.
Ainda assim continuo sonhando com uma vida.
Que talvez exista.
Que talvez eu viva.
Que talvez vire história.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Quando vejo, já mudei
Várias vezes já pensei...por que será que nunca percebemos que envelhecemos?
Talvez porque seria assustador acordar, olhar no espelho e se dar conta da mudança, da noite pro dia.
Perceber a mudança pode ser mesmo assustador se a pessoa não está preparada.
Meu corpo tem mudado há alguns anos, desde que comecei a praticar. E durante todo esse processo doeu, dói, por dentro, por fora, nos nervos, às vezes dói até o cabelo, a unha... Mas poucas vezes me dei conta do dia da mudança, afinal, já que é um processo não tem um dia específico. Vai mudando...todos os dias.
Essa é a natureza, não só humana, mas do Todo. Mudança. Transformação.
Nada, simplesmente NADA é igual.
Eu não sou a mesma nunca. Estou em constante transformação.
Mudando. Transmutando. Envelhecendo.
Quando era criança achava que minha mente também envelheceria. Hoje em dia percebo que ela acompanha um processo de maturidade, que vai indo junto com o corpo. Porém ela não envelhece nunca. O corpo sim, tem idade. Mas já que a mente não tem idade, posso ser um Ser jovem, uma criança madura, para sempre.
Ah, isso é libertador...poder me desidentificar do corpo e te-lo mesmo como o meu instrumento, que vou continuar cuidando, claro, com muito amor.
Então assim, posso manter a minha prática diária, livre e feliz, encarando as mudanças, as dores e flexibilidades como partes do processo, mas não O processo em si.
Afinal, tudo muda...
Hoje sou o que não fui ontem e não serei amanhã.
Só sei que estou.
Talvez porque seria assustador acordar, olhar no espelho e se dar conta da mudança, da noite pro dia.
Perceber a mudança pode ser mesmo assustador se a pessoa não está preparada.
Meu corpo tem mudado há alguns anos, desde que comecei a praticar. E durante todo esse processo doeu, dói, por dentro, por fora, nos nervos, às vezes dói até o cabelo, a unha... Mas poucas vezes me dei conta do dia da mudança, afinal, já que é um processo não tem um dia específico. Vai mudando...todos os dias.
Essa é a natureza, não só humana, mas do Todo. Mudança. Transformação.
Nada, simplesmente NADA é igual.
Eu não sou a mesma nunca. Estou em constante transformação.
Mudando. Transmutando. Envelhecendo.
Quando era criança achava que minha mente também envelheceria. Hoje em dia percebo que ela acompanha um processo de maturidade, que vai indo junto com o corpo. Porém ela não envelhece nunca. O corpo sim, tem idade. Mas já que a mente não tem idade, posso ser um Ser jovem, uma criança madura, para sempre.
Ah, isso é libertador...poder me desidentificar do corpo e te-lo mesmo como o meu instrumento, que vou continuar cuidando, claro, com muito amor.
Então assim, posso manter a minha prática diária, livre e feliz, encarando as mudanças, as dores e flexibilidades como partes do processo, mas não O processo em si.
Afinal, tudo muda...
Hoje sou o que não fui ontem e não serei amanhã.
Só sei que estou.
sábado, 25 de setembro de 2010
We are all the same
Esse dia faz parte daqueles que nada acontece por acaso, tudo da certo no final...e a conclusão é sempre a mesma, a vida é um espetáculo!
Estava indo dar aula e recebo uma mensagem da mana: Tem um convite sobrando pro show do Yanni, vamos?
A mente se agita na hora. Claro! Oportunidade única. Ainda mais de graça, num show que custa uns 800 pau... Mas, agora? Já? Não posso, dou aula. Como faço? Duvida, indecisão, a mente não foca e não encontra solução, até ouvir...vai depois, direto da aula, dá tempo! Humm...Marginal Tietê, Marginal Pinheiros, Credicard Hall...é longe, ai como SP é grande...tem trânsito, estacionamento... Bom, ok eu vou!
Cheguei exatamente no momento que começou o show. Deu tudo certo.
E foi INCRÍVEL!
"We are all the same. We have the same capacity. - Somos todos iguais. Temos a mesma capacidade".
"Believe in your dreams. Dreams come true - Acredite em seus sonhos. Sonhos tornam-se realidade".
Yanni
Tá véio?
"A gente não tá véio não,
só tá usado!"
Dona Lindaura, falando da vitalidade do Seu Zé, aos 70 anos.
Imagem
Quem sou eu?
A imagem que crio de mim?
A imagem que vêem?
A imagem que passo?
A imagem que cada indivíduo cria?
Sou uma imagem?
Criamos personagens?
Criamos papéis?
Mudamos a imagem de acordo com o momento?
Com o tempo?
Com a circunstância?
Com o papel?
Com a companhia?
Essa imagem existe?
Ou é criação da minha mente?
Sou uma projeção de algo que quero ser?
O que acho que sou?
Será que os outros me projetam e não sou nada disso?
Quem sou então?
Satsang - Prem Baba
No dia 12.09, um dia depois de encontrar Uma Krishnamurti, fui no Satsang do Prem Baba, encontro que acontece no bairro da Liberdade, que começa com canto de mantras (bhajam) e continua com suas belas respostas a partir de questões que nós, pessoas com mil questionamentos, fazemos.
Uma questão, muito bem desenvolvida na resposta enorme do Prem Baba, foi: É possível haver paz nos relacionamentos?
Minhas anotações...
Estamos aqui para amar conscientemente.
O eu real expressa o amor consciente, desinteressado. Com a vontade sincera de ver o outro brilhar.
O processo de transformação começa com a identificação das "partículas" que fazem encobrir nosso eu inferior.
Identificar, reconhecer e aceitar é o 1º passo do processo.
Reconhecer o prazer dessas manifestações é o 2º passo.
O 3º passo é reconhecer as consequências, o preço que você paga com a identificação com essas partículas.
Mude o foco de sua identificação!
O real ser se manifesta em partes, em algumas áreas. Aquela que você se sente azarado, são as partículas que devem ser trabalhadas para serem removidas.
Como os relacionamentos podem ajudar na purificação das camadas que encobrem o ser real?
A paz é possível nos relacionamentos?
Mesmo que você se isole, você ainda se relaciona com o mundo.
Trabalhar a revelação do amor consciente.
O ódio em relação ao sexo oposto é a raiz da guerra.
A paz é estabelecida quando houver harmonia entre o masculino e o feminino, como princípios universais de todos os seres, em todos os aspectos.
A ausência de paz faz com que você machuque o outro. Aí é o momento de olhar para você, ao invés de colocar os defeitos no outro. Pergunte: Será que eu não tenho um defeito "parecido" com o dele?
Pergunte, mas queira enxergar e interromper a guerra. Pois isso é uma via de fuga do processo de transformação.
Compreenda e perdoe o outro.
De que vale suas qualidades se você não é capaz de compreender e perdoar? Se você alimenta a guerra?
Observe o grãozinho que tira sua paz.
Reze, para compreender a SUA responsabilidade. Tenha percepção objetiva da vida, com o foco na Verdade.
Evitamos a Verdade por medo, ou por orgulho.
Aceite o outro do jeito que ele é, mesmo com seus defeitos, mesmo que isso signifique: ele não te ama.
Trabalhar a aceitação é uma estratégia para fazer com que o outro te ame.
Muitos usam a sedução, a luxúria, para que o outro supra as suas expectativas.
O amor consciente só é possível com a liberdade.
Qual a razão da vida?
Revelar esse amor e a liberdade.
Sim, a paz é possível. Desde que você realize a transformação das capas que encobrem o Ser real.
Cura da carência, da criança ferida, da compulsão de ser amado exclusivamente...
Quando você assume um erro, você traz o outro para perto. Do contrário, você o afasta.
A perfeição não existe nesse mundo. A humildade possibilita aceitar a imperfeição para ser capaz de amar.
Lembre-se: O outro é o seu mestre.
Encare os ataques como um presente de Deus, uma possibilidade.
Se a vida é uma escola, o relacionamento é a Universidade! E nessa escola você não compra diploma. Então, ou você aprende a AMAR, ou você aprende a PERDOAR!
Se está batendo na sua porta, é seu! Esse é o seu trabalho. É o momento de encarar qual é o seu vício. Somos viciados na miséria humana, no sofrimento.
O caminho é simples. Mas não é fácil.
Tenha firmeza na jornada.
Om Namo NārāyaNāya
Om Namo NārāyaNāya
Om Namo NārāyaNāya
Om Namo NārāyaNāya
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Vida de histórias
Cada história é diferente...
Interior
Cada viagem é diferente...
Exterior
Cada momento deve ser vivido...
Com amor
Cada amor deve ser vivido...
Com louvor
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