terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Escrevo para saber

o sagrado está em tudo


"Na falta de saber, escrevo; e uso os grandes termos da Verdade alheios conforme as exigências da emoção. Se a emoção é clara e fatal, falo, naturalmente, dos deuses e assim a enquadro numa consciência do mundo múltiplo. Se a emoção é profunda, falo, naturalmente, de Deus, e assim a engasto numa consciência una. Se a emoção é um pensamento, falo, naturalmente, do Destino, e assim a encosto à parede."

Fernando Pessoa – Livro do Desassossego

Equívoco humano


Enganados estão 
aqueles que pensam que possuem 
alguma coisa.

Acordei

Acordei, com menos dor que ontem e também aceitando o presente, sem sofrimento nem perguntas.
Mas como a mente adora perguntar, após o banho, ouvindo Far Behind do Eddie Vedder, passando pomada no pé, veio a questão: O que será que vai se passar?
Observei, claro que não tive resposta, já que o futuro não existe.
E consertei o verbo: O que será que está se passando?



Impermanências


Incrível a intensidade que começou a minha viagem.
Como tudo na vida terrena é impermanência, chamado aqui na India de maya, o “jogo” de ilusão, fui colocada em situações completamente contraditórias em pouquíssimo tempo.
Domingo, um dia que me pegou de surpresa. Foi-me dada a felicidade do viver, estar, rir absurdamente, descobrir a bela intensidade do presente. Caminhei despretensiosamente por 12km, sem me cansar nem reclamar, e vi Arunachala de todos os ângulos.
Segunda, um dia calmo, que eu queria estar comigo mesma. Após praticar sozinha e tranquila, tomei café-da-manhã e meditei no Ramanashram, também só. Voltei para casa feliz, descansei, li e então resolvi sair para almoçar. Levei a bicicleta, a mais antiga que já andei, caminhei uns 10 passos de casa, subi na bike e…cai. Forma mais besta de cair, impossível. Virei o pé esquerdo mas achei que não seria nada, então continuei a aventura até o restaurante. Não podia mais ficar sozinha, encontrei o amigo Gabriel, senti que o encontraria lá. Quando sentei, vi uma bola no canto do pé, e outro presentimento…isso não tá legal. Depois de uma novela indiana, pois no retaurante não tinha gelo, usei o copo de refrigerante gelado do amigo no pé, coloquei um pote de sorvete como impoviso, fui então ajudada por outra amiga, Luiza, e fiquei com gelo no pé. Na hora de voltar, quando criei coragem, não consegui pisar. Ai que dor! Caminhei e pulei degraus como saci, meu amigo chamou um rickshaw, e nesse meio tempo recebi alguma opiniões sobre o que fazer e ganhei mais gelo. Comprei pomada e faixa, e vim pra casa.
Agora aqui estou. Já vi filme, li livro, pensei na vida como é doida mesmo, chorei, tomei remédio e só lamento não ter internet (ela vem e vai, como tudo).
Não tenho idéia qual será o próximo capitulo de mais uma aventura na India. Como tudo está certo como está. Sei que tudo passa. E que há algum motivo… Tento acalmar meu coração, sorrir para a louca impermanência e torço para poder ir bem a Mysore.
Será que Arunachala quer que eu fique?
Still going with the flow…

domingo, 2 de janeiro de 2011

Let it be

Hoje foi o dia exemplo de: Going with the flow.
A vida poderia ser sempre assim, tudo seria muito mais fácil, mais compreendido.
Não haveria mais preocupação alguma. Tudo na vida seguiria seu fluxo natural, da maneira que as coisas devem ser.
Quando nos programamos colocamos projeção, expectativas sobre fatos que muito provavelmente seguirão de uma forma distinta da que imaginamos.
Seguir o fluxo é seguir o coração. Olhar um fato como uma oportunidade. Sem qualquer restrição da mente em dizer...será? Não, simplesmente dizer sim, eu vou.
Quantas vezes você sai de casa sem nenhum destino certo?
Quando você sai com pessoas que nunca viu na vida?
Quantos dia você passa sem dar gargalhadas?
Quando, ao invés de pegar o carro, você sai caminhando pela rua, ou estrada, sem se preocupar com o tempo?
E ao largar o carro você se entrega ao presente, observa os detalhes da natureza e tem a maravilhosa surpresa de viver o AGORA?

Pois é, estou somente a 3 dias na India e passei hoje por um dia incrível. Completamente impossível colocar em palavras a experiência que vivi, afinal o presente que contava já virou passado. E já que foi vivido por mim, e mais duas pessoas que até então eram desconhecidas, o presente foi dado a nós.
O que nos resta como grande lição, é espalhar a todos que cruzarem nossos caminhos, a felicidade.
A liberdade de poder ser quem somos. Sem medo de ser feliz.

Ma, Chatne, Rose



Amor animal

Sugestivo...rest-A-while park
Blessed by Shaki & Shiva

Happy New Now!

Descobrindo o poder de viver o Agora.
Continue sendo quem você é, porque na verdade isso não importa.
Seja verdadeiro e siga teu caminho.
Sem se esquecer o que busca.
Sem se perder na mente.
Sempre em direção a Verdade.
We have just to follow the path.


Happy New NOW!

When you`re strange


Começando a viagem, na rota SP-Paris, assisti ao documentário do The Doors. 

Assim começou a trip:

“If THE DOORS of perception were cleansed, 
everything would appear to man as it is. 
INFINITE”.

Filme When you`re strange – The Doors